Do meu peito pássaros e flores

Acorda. Os cabelos formando um leque negro no travesseiro branco de alfazema. O pescoço exposto pro lado vazio da cama, e recriava atrevida, a cada suspiro a sensação de ser beijada por aquele que te acostumará tão mal. Se dá conta e ri: era tão bom se permitir novamente… e contente, sorria ela e o coração.

Ela tá diferente; anda meio louca, acreditando em paixão. Deixando livres as borboletas do estomago e dando cores e nomes a elas.

Pega o caderno. Escrever cartas para que faça parte do dia dele, assim como ele faz.

Levantou. Pegou um café e se olhou no espelho – riu. Ria de si, mesmo não sabendo de quê, por vezes ria do teu nariz, do teu sorriso, dos teus olhos.

E o riso, por quê? Ah, era coisa tua! Ria mais ou menos porque tudo em si ele gostava e tocava com gosto – ela achava isso insano e ria sempre. Ria gostoso e o som do teu riso era doce. E por vezes, ria em silêncio com os olhos.

Felicidade essa, menina…

Guarde bem. Cuide. Lapide.

Não te deixa escapar, não, como sempre fez.

Entrega-se. Embebeda-se.

Aconteça-lhe!

 

Escrito em 5 de Dezembro, 2011.

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