Corpo de terra fértil

Now touch me, baby  Can't you see that I am not afraid?

Now touch me, baby…
Can’t you see that I am not afraid?

Aquece-me o corpo frágil o intrigante fato de estar sob seu olhar escorpiano, tão assim submissa as quimeras e cenários da sua imaginação impulsiva de menino jovem. Os seus dezoito anos me entorpecem aqui do outro lado da sala, enquanto você ai, na outra extremidade, todo cheio de calor que teus poros cantam, mesmo nos 10ºC que faz em Sampa. Sou alvo para os teus olhos castanhos feito terra fértil, pronta para aconchegar as sementes maliciosas que minha pele morena-pecadora lança em tua direção ao pousar os olhos nos meus ombros, nos meus seios, nas minhas coxas, na minha boca. Você diz que é de câncer, mas teu corpo transpira forte sua ascendência escorpianaque se você ousasse atravessar essa sala, eu te beberia inteiro sem respirar e sem pausas, como um bêbado toma uma dose de cachaça para sanar a sua ânsia insaciável pelo torpor alcoólico. Ah! Se você ousasse cruzar esse cômodo que nos gasta, que nos cansa, que nos priva de nós. Mas você está ai, do outro lado, tão concentrado em ser você mesmo que não lhe sobra espaço para aconchegar outra pessoa, nesse monte de terra fértil que é você.

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